sexta-feira, 12 de novembro de 2010

21ª Coxilha






Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Fotos: Acervo Coxilha Nativista

Em seu 21º aniversário, a Coxilha Nativista de Cruz Alta, enfim alcança a maioridade. O show de abertura da 1ª noite foi realizado pelo grupo “O Tempo e o Vento”. Os integrantes que abriram o evento, já haviam se apresentado em grandes cenários do universo cultural. Interpretando personagens de Erico Verissimo, conquistaram o Brasil nos principais palcos do país e, naquela noite, estavam cara a cara com o público.
O encerramento da estreia daquele ano ficou a cargo do grupo humorístico “Salada Mística”, que apresentou um show de paródias e sátiras. Angelino Rogério e Paulinho Reis, arrancaram gargalhadas do público. O Grupo Internacional de Danças “Chaleira Preta” realizou a abertura da segunda noite e “Embalo Nativo” foi o responsável pelo encerramento. O anoitecer do sábado iniciou com “Cantiga, Verso e Guitarra”, show de Dorval Dias, Glênio Fagundes e Telmo de Lima Freitas. A noite terminou com Luiz Carlos Borges e Vinícius Brum. O encerramento do festival contou com Daniel Torres e Banda e o show de intervalo foi realizado pelo Grupo “Os Garotos de Ouro”.
Na fase local, nove músicas subiram ao palco. O público presenciou o mais polêmico intérprete da história da Coxilha, David Menezes Júnior. O show de encerramento foi comandado pelo Grupo Embalo Nativo.
Com o ginásio quase lotado, a fase local da 21ª Coxilha Nativista agradou o público pelo nível musical. Embora nenhuma canção tenha despertado os presentes, a escolha dos jurados não obteve a simpatia do público.
O número de festivais nativistas estava decaindo no Rio Grande do Sul. Anos anteriores chegavam a uma média de 70 festivais por ano, a ponto de alguns finais de semana serem disputados por três eventos do gênero. No ano em que a Coxilha Nativista alcançava a “maioridade”, seus 21 anos, era um dos poucos festivais que resistia ao tempo.
Entre as 30 edições do evento, a 21ª era a última organizada pela Secretária de Cultura, Desporto e Turismo, Marlene Bortoli Soares, que por quatro anos esteve frente aos eventos culturais.
Na primeira eliminatória da fase estadual o público foi bom, embora em menor número com relação à fase local. O ginásio esteve quase lotado mas os aplausos não foram muitos.
Uma chimarrita vence a 21ª Coxilha Nativista. Com interpretação de Piriska, “De Cima do Arreio” conquistou o público e, além de arrancar a vitória, levou também os troféus de Melhor Arranjo e Melhor Intérprete. Miguel Marques recebeu o 2º Lugar, na interpretação de “No Céu das Missões”. Já na fase local, a vencedora foi “Na Cruz da Estrada”, com letra, música e interpretação de Felipe Mello, que arrebatou ainda o 3º Lugar na fase estadual, em 2º Lugar, Sentimentos, com Angelino Rogério e, em terceiro, “Abichordado”, interpretada por Victor Cezar Klein.

O Disco
(foto do disco)

No Céu das Missões – intérprete Miguel Marques
Assim se vai “P” Três Cruces – intérprete Gustavo Teixeira
Paixão Chamameceira – intérprete Daniel Torres
De volta ao Rancho – intérprete Paulo Costa
De Cima do Arreio – intérprete Piriska
O Campo Volta Pras Casas - intérprete Victor Hugo
De Tropa Vida e Estrada – intérprete Flávio Hansen
Relíquias de Domador – intérprete Jorge Freitas e Os Quatro Ventos
Mano a Mano – intérprete Nenito Sarturi
Raiz e Flor – intérprete João de Almeida Neto
Capa Gaúcha – intérprete José Fernando Santos
Pra Carregar Nossa Cruz – intérprete Analise Severo
Abichornado – intérprete Victor Cezar Klein
Sentimentos – intérprete Angelino Rogério
Na Cruz da Espada – intérprete Felipe Mello

Música Vencedora:

De Cima do Arreio - Não consegui o nome do intérprete nem do compositor

Eu ando na estrada cansando o cavalo
Botando sentido nas coisas que vejo
De cima do arreio campeio meu rumo
E aos poucos me aprumo por sobre os pelegos
Um trago de canha um mate cevado
E um sonho a lo largo no sul do país
Buscando um sorriso além da saudade
Aprendo as verdades da vida que eu quis
Eu sinto que a estrada me ensina aos pouquinhos
E sigo sozinho sem medo de ir
Vencendo distâncias cruzando fronteiras
Encontro nas ânsias razões pra seguir
Eu trago a esperança estampada na cara
E guardo as lembranças das coisas que fiz
Com raça e coragem eu topo a parada
E agüento o repuxo firmando a raiz
Ah tristeza gaúcha que eu trago no peito
Trançando essa história com fibra e com jeito
De quem sabe bem levantar quando cai

Ah a estrada é comprida e andar vale a pena
Pois quem busca sonhos de alma serena
Tocando pra frente sabe aonde vai
Assim me sustento e tapeio o chapéu
Andando a lo léu nas voltas do pago
Descubro a querência nos fundos de campo
E canto o Rio Grande nos versos que faço

Ternura e silêncio nas horas tranqüilas
Destreza no braço pra quando é preciso
A vida me leva conforme seu tranco
E assim me conduz mansamente em seus trilhos
Tocando pra frente sabe aonde vai

Resultado Final:
Música Mais Popular: Mano a Mano, com Nenito Sarturi
Melhor Letra – No Céu das Missões
Melhor Instrumentista: Maurício Marques
Melhor Indumentária: José Fernando Santos
Melhor Conjunto Instrumental: Assim Se Vai “P” Três Cruces
Melhor Intérprete: Piriska
Melhor Letra: No Céu das Missões
Melhor Arranjo: De Cima do Arreio

Um comentário:

  1. Tchê o autor Érlon Péricles, intérpretes, Pirisca Grecco e Érlon Péricles. Espero ter ajudado.

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