sábado, 13 de novembro de 2010

Apresentação

Os 30 Anos da Coxilha Nativista
Retrospectiva das Edições


Música, Cenário, Cultura, Arte, História, Indumentária, Nativismo.
Esta é uma série de reportagens que conta um período de 1981 a 2010. Produzido para os apreciadores de cultura, colecionadores de história e dedicados à leitura, apresento uma pesquisa desenvolvida através de documentos, imagens, textos e entrevistas. Me dediquei por aproximadamente oito meses à história de um festival que conquista 30 anos de sucesso ininterrupto. Este estudo retrata os 30 anos da Coxilha Nativista numa retrospectiva do festival que, há três décadas produz música nativista de nossa terra, lançando em discos. Desde o vinil em LP ao CD, as obras dos compositores são imortalizadas pelas vozes de consagrados intérpretes. A cada ano, artistas de todos os lugares do estado, do Brasil e da América Latina defendem as canções no palco do festival e elevam o público. Sotaques e estilos variados unem os povos e constroem ao longo dos anos um sólido amor pelas coisas do pago.
A Coxilha Nativista lançou intérpretes, compositores, arranjadores e músicos que se consagraram e hoje retornam ao berço para dar continuidade ao nativismo. Considerado o maior festival de música nativista do país, o evento maior de Cruz Alta e do Rio Grande do Sul, eleva esta cidade cercada por verdes coxilhas. Une a arquitetura histórica e antiga, através dos prédios centenários que embelezam o movimento urbano abraçado pelos matagais campeiros. No centro de Cruz Alta é situado o Ginásio Municipal, local que todos os anos reúne celebridades nativistas para a realização do evento.
A cultura não tem preço, ela é rica e indispensável. A arte é vida e alimenta a alma dos que amam e desfrutam deste universo intensamente.
Quero agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para a concretização desse trabalho de pesquisa, seja com informações, com o uso de sua imagem para as lentes da minha máquina fotográfica, o empréstimo de documentos para a realização da pesquisa e inspiração de meu alimento intelectual. Aos amigos, pela compreensão nas horas de renúncia e ausência, pelas palavras de carinho e incentivo, pelo apoio à continuidade desse projeto hoje concretizado. Agradeço à minha mãe Maria Joana pelo carinho e apoio, ao meu amigo Saulo Cemin, pela força e perspicácia, à Maritza Maffei, pela revisão dos textos e em especial à diretora do Jornal Estilo, Jussara Moura Beck, por apostar no meu trabalho e permitir que esta ideia se realizasse. Aos colegas da empresa jornalística que em mim confiaram, pelas colaborações, esforço e companheirismo nos momentos de trabalho.
Esta pesquisa foi publicada em caderno jornalístico em 36 páginas. Ofereço esse material para todas as pessoas que amam de verdade esta terra, que apreciam a leitura, que valorizam cultura, arte, fotografia, música, história e nativismo. Almejo que esse seja um objeto de pesquisa para bibliotecas e museus, não apenas guardado nas prateleiras e armários, mas que sirva de documento como resgate histórico e cultural. E que nunca deixemos morrer a nossa história.
Boa leitura!

Rômulo Seitenfus - Jornalista e Fotógrafo






Este jornalista respondendo as perguntas de Jorge Freitas sobre a pesquisa histórica dos 30 anos da Coxilha Nativista em entrevista ao vivo para o telão da finalíssima da 30ª Coxilha








O Começo
Tudo começou com um grupo de jovens idealistas da cultura que se reuniam para desenvolver projetos artísticos. A ideia de realizar um festival de músicas em Cruz Alta surgiu em Santa Maria (RS). O idealizador do evento, no final dos anos 70 e início dos anos 80, Antonio Augusto Sampaio da Silva, mais conhecido como “Baianinho”, frequentava os festivais de música e voltou inspirado da 1ª Tertúlia Nativista de Santa Maria. Antes disso, já acompanhava a Califórnia de Uruguaiana (RS) e outras programações culturais. Assumindo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Cruz Alta, em Janeiro de 1981, foi o criador do maior evento cultural da região. Seu pai era o então prefeito municipal naquela gestão, Humberto Ferreira da Silva, baiano de naturalidade. Naquele mesmo ano, surge a Primeira Coxilha Nativista.
O acervo musical gerado pelo festival, é intensamente estruturado no país. A cada ano, as músicas vencedoras fazem parte da gravação do disco oficial do evento, que se difunde como rica obra cultural do estado. Ultrapassa as fronteiras geográficas, sendo reconhecido por artistas e apreciadores de toda América Latina.
O termo “Coxilha” vem do espanhol (Chuchilla). Substantivo feminino, brasileirismo próprio do Rio Grande do Sul. Pela geografia, são montes de terra com elevações acentuadas. Sentimento de amor à terra natal, às coisas do pago, o termo “Nativista” provém de nativo, natural. Nasce com a cultura do indivíduo.
A história narra um período que vai de 1981 a 2010. Documentos, imagens e informações, registram a cultura do povo gaúcho, valorizando os talentos artísticos da nossa terra. O festival de música mais antigo do Rio Grande do Sul sem interrupção, traz personalidades, música nativista, moda campeira, cenários tradicionalistas. Expressa os sentimentos da alma nativa e incentiva a arte.

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