sábado, 13 de novembro de 2010

24ª Coxilha




Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Foto: Arquivo Jornal Estilo

Das mais de 500 músicas inscritas, 19 foram escolhidas para subir ao palco da fase estadual e as 12 da fase local. A comissão julgadora - composta por Francisco Alves, Nelcy Vargas, Beto Barcelos, Gaspar Machado e Nilton Ferreira - revelou à imprensa que o nível surpreendeu. Isso causou grande expectativa por parte do público.
Para a fase local, foram julgadas no palco: De Empreitada e Bico, Pra Recomeçar, Temporais, Hermano Cantar, Das Águas Fundas, Musa de Prata, Pela Cartilha da Encilha, A Luz dos Olhos, No Pulsar da Canção, Queixas de Posteiro, A Gaita, Versos e Rimas. Para a fase estadual, A Encomenda, Terra, A Razão das Esporas, O Canto das Esporas Andarilhas, Com o Sul No Coração, Nos Corredores da Alma, Águas, Vidas e Remansos, Da Vida Tropeira, Cancioneira, A Volta do Missioneiro, Pela Lembrança, Nos Confins de Algum Rincão, Das Razões do Canto, A Luz Que Verte dos Sonhos, Fronteiras da Alma, Entre Mates e Guitarras e Ofício de Quera.
Os artistas que fizeram shows foram: José Mendes Jr., Neto Fagundes e Estado das Coisas, Renato Borguetti e Orquestra, Tangos e Tragédias.
A grande vencedora da 24ª Coxilha Nativista retrata ao ritmo da milonga, o sofrimento dos animais na doma e nos rodeios. “A Razão das Esporas”, de Armando Vasquez, João e Adão Quintana foi a melhor, na opinião dos jurados à imprensa, entre as 19 composições concorrentes da fase geral.

Premiações da 24ª Edição da Coxilha Nativista:

1° Lugar: A Razão das Esporas
2° Lugar: Pela Lembrança
3° Lugar: Nos Confins de Algum Rincão
Música Mais Popular: Pela Cartilha da Encilha
Melhor Arranjo: A Luz que Verte dos Sonhos
Melhor Instrumentalista: Thiago Abib
Melhor Letra: A Razão das Esporas
Melhor Intérprete: Analise Severo
Melhor Conjunto Instrumental: Nos Confins de Algum Rincão
Melhor Conjunto Vocal: Musa de Prata
Melhor Indumentária: Jorge Freitas

Vencedores da Fase Local

1° Lugar: Musa de Prata
2° Lugar: Hermano Cantar
3° Lugar: Pela Cartilha da Encilha

Jurados: Nilton Ferreira, Chico Alves, Nelcy Vargas, Gaspar Machado e Beto Barcelos

Vencedores da 20ª Coxilha Piá:

Categoria Piá Taludo:
1° Lugar: Tamirez Furtado – A Força

Categoria Piá:
1° Lugar: Erick e Roger Medeiros Batista - Enchendo os Olhos de Campo

Música Vencedora da 24ª Coxilha Nativista - 2004

A Razão das Esporas – João Quintana e Grupo Parceria
(Armando Vasques – João Quintana – Adão Quintana)

Não vejo nobreza alguma
Nas domas de judiaria
Nem dou razão as esporas
Em sua cruel sangria

Pras domas basta coragem
Pra quem se diz domador
Os potros se amansariam
Sem sentir tamanha dor

Já chega os vergões de mango
Que sob o lombo se vê
Laçassos sogaço e gritos
Esporas não sei pra que

Como pode um ginete indiferente
Sangrar esporas nas domas de judiação
Se o potro sente a mesma dor que gente sente
Quem se garante tira as coscas no garrão

Que seja a espora um complemento para as pilchas
Que sejam as domas mais humanas campo à fora
Já basta mango amadrinhador e grito
Quem se garante não precisa das esporas

Quem sejam as domas racionais sem as esporas
E o ginete à ginetear sem se exceder
Quando as domas se amansarem potro e homem
O fio de espora não terá razão de ser

Espora estrela que cala
No peludo pala
Do potro que berra
De furo e de dor

Estrela afiada que faz bebedouro
Bebendo no coro o sangue e o suor

Disco da 24ª Coxilha Nativista – 2004
(foto do disco)

A Razão das Esporas – João Quintana e Grupo Parceria
(Armando Vasques – João Quintana – Adão Quintana)

Pela Lembrança – Jorge Freitas
(Gujo Teixeira – Sabani Felipe de Souza)

Nos Confins de Algum Rincão – Amilton Brum e Nenito Sarturi
(Marco Antonio Nunes – Amilton Brum)

Musa de Prata – Sinval Araújo e Grupo Os Paisanos
(Luiz Onério Pereira – Sinval Araújo)

Pela Cartilha da Encilha – Leandro Cunha
(Volmar Camargo – Sinval Araújo)

Hermano Cantar – Leonardo Diaz Morales
(Felipe Mello – Edson Macúglia)

A Luz que Verte dos Sonhos – Analise Severo
(Juca Moraes – Diogo Matos)

Das Razões do Canto – Adair de Freitas
(Adair de Freitas)

Terra – Robledo Martins
(Cristian Davesak/ M. Paulo Timm)

Fronteiras da Alma – Arthur Bonilla e Ricardo Martins
(Rossano Viero Cavalari – Arthur Bonilla)

Ares de Chuva – Miguel Marques
(Valdir Disconzi/ Horácio Bitencourt)

Com o Sul no Coração – Leôncio Severo
(Gujo Teixeira / Erlon Péricles)

A Volta do Missioneiro – Júlio Saldanha e Grupo
(Salvador Lamberty/ Sérgio Rosa)

A Encomenda – Marcelo Oliveira
(João Ari Ferreira e Piero Ereno/ Sabani Felipe de Souza)

Das Águas do Poço Fundo – Victor Klein
(Volmar Camargo - Thiago Araújo – Leonardo Soares)

Cancioneira – Marines Siqueira
(Salvador Lamberty, Marines Siqueira e Celso Braz)

Enchendo os Olhos de Campo - Erick e Roger Medeiros Batista
(Gujo Teixeira – Luiz Marenco)

A Força – Tamirez Furtado
(Vaine Darde/ Carlos Catuípe)

23ª Coxilha




Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Fotos: Arquivo Jornal Estilo

As fases estadual e final do festival foram realizadas no Ginásio Municipal com Show de Intervalo do cantor Elton Saldanha. O ano era 2003 e o prefeito, José Westphalen Corrêa - juntamente com o secretário de Cultura, Desporto e Turismo, Luiz Jardim – voltava ao ginásio de esportes que leva seu nome para presenciar a 23ª edição.
Os jurados Rossano Cavalari, João Alberto Pretto, Everton Ferreira, Lúcio Yanel e Vaiane Darde escolheram as vencedoras entre as músicas Na Poeira da Rancheira, Baile de Rancho, O Ciclo da Semente, Retrato de Agosto, Das Peleias, Das Encruzilhadas, Pequeno Campesino, Bandeira de Canções, Vasto, O Alfaiate, A Primeira Ponte e Andanças, da fase local e, Pra Alma, Lua dos Poetas, Pai, De Lua e Esperança, Huellas, Mãe Guarani, O Cantar Que Nos Hermana, Direitos Iguais, Estampa de Peão Fronteiro, Depois Das Linhas Do Tempo, Alma de Rio, Em Cada Chuva, Fé, Contraponto da Saudade, Vuela a Tu Rumbo, Um Milongão do Veiaco, M’Boiatá, El Refugio de Mi Nines e Pedro, Pedra e Pó, da fase estadual.
A programação contou com Os Garotos de Ouro, que animaram o fandango oficial do evento no Pavilhão I do Parque Integrado de Exposições. No sábado, Oswaldir e Carlos Magrão subiram ao palco do festival, pela segunda vez na história da Coxilha Nativista.
“Lua dos Poetas” foi a grande vencedora.

Premiações da 23ª Edição da Coxilha Nativista

1° Lugar: Lua dos Poetas
2° Lugar: Um Milongão dos Veiaco
3° Lugar: Vuela a tu Rumbo
Música Mais Popular: O Alfaiate
Melhor Arranjo: Fé
Melhor Instrumentalista: Arthur Bonilla
Melhor Letra: Em cada Chuva
Melhor Intérprete: Robledo Martins
Melhor Conjunto Instrumental: Um Milongão dos Veiaco
Melhor Conjunto Vocal: Vuela a tu Rumbo
Melhor Indumentária: Em Cada Chuva

Vencedores Fase Local

1° Lugar: A Primeira Ponte
2° Lugar: Das Encruzilhadas
3° Lugar: Retrato de Agosto
4° Lugar: O Alfaiate

Vencedores da 19ª Coxilha Piá

Categoria Piá Taludo: Tamires Furtado Barbosa Oliveira
Categoria Piá: Helena Dóris Sala
Melhor Composição Inédita: Um Sonho de Paz – Alana Freire Moraes
(Antonio Augusto Korsak Filho)

Vencedora da 23ª Edição da Coxilha Nativista
Lua dos Poetas – Robledo Martins
(Adão Quevedo)

A lua por serendeja
Vive a espiar pelas frinchas
Derramada sobre a quincha
Dos ranchos onde ela chega

A lua desce ciumenta
Rouba o sereno dos beijos
Das paixões e dos desejos
Que a madrugada acalenta

Lua madrinha das juras
Sussurradas ao ouvido
Sobre o pelego estendido
Nos momentos de ternura

Os casebres pelos campos
É onde a lua mais brilha
Pastoreando suas tropilhas
De estrelas e pirilampos
A lua invade as frestas
Dos mais íntimos segredos
Sabe a inquietude e os medos
Que habitam a alma dos poetas

Disco da 23ª Coxilha Nativista - 2003
(foto do disco)

Lua dos Poetas – Robledo Martins
(Adão Quevedo)

Um Milongão dos Veiaco – Rogério Melo
(Anomar Danúbio Vieira – Mauro Moraes)

Vuele a tu Rumbo – Grupo El Anden
(Martin Cesar Gonsalves – Miguel Dario Diaz)

El Refúgio de Mi Niñez – Jari Terres
(Martin Cesar Gonsalves – Jari Terres)

O Alfaiate – Grupo Embalo Nativo
(José Fogaça – Lucio Cunha – Fabiano Fogaça)

O Cantar que nos Hermana – Piriska Grecco
(Carlos Souza – Erlon Péricles)

Em Cada Chuva – Raul Quiroga
(Raul Quiroga)

Estampa de Peão Fronteiro – Rogério Melo
(Anomar Danúbio Vieira – Mauro Moraes)

Fé – Nilton Ferreira e Piriska Grecco
(Jorge Enio Santos – Luiz Carlos Ranoff)

A Primeira Ponte – Leonardo Diaz Morales e Arthur Bonilla
(Jorge Nicola Prado)

Pedro, Pedra e Pó – Victor Hugo
(Adão Quevedo – Mauricio Marques)

Pai – Nilton Ferreira
(Nenito Sarturi – Nilton Ferreira)

Das Encruzilhadas – Leandro Barcellos
(Jorge Nicola Prado – Sinval Araújo)

Contraponto da Saudade – Cesar Lindemeier
(Érlon Péricles)

Retrato de Agosto – Rodrigo Martins
(Luciano Ferreira – Rodrigo Martins)

Mãe Guarani – Anelise Severo
(Alex Della Méa – Arthur Bonilla)

Senhor das Manhãs de Maio – Helena Doris Sala
(Gujo Teixeira – Luiz Marenco)

Tropas de Maio – Tamires Furtado Barbosa Oliveira
(Dilan Camargo – Newton Bastos)

Um Sonho de Paz – Alana Freire Moraes
(Antonio Augusto Korsak Filho)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

22ª Coxilha




Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Fotos: Arquivo Jornal Estilo

O ano era 2002 e o Prefeito Municipal de Cruz Alta, José Westphalen Corrêa, governava a cidade do festival pelo quarto mandato. O Secretário de Cultura, Desporto e Turismo era Luiz Jardim. A Primeira-dama do município Sahra Westphalen Corrêa, brilhava por mais uma gestão como a mulher mais elegante do festival nativista.
“No Trono dos Bastos” foi a música campeã da 22ª edição da Coxilha Nativista. Composta e interpretada por Nenito Sarturi e Nilton Ferreira, a chimarrita foi a 9ª música a subir no palco como concorrente na fase final do domingo. O 2º lugar ficou para Sabani Felipe de Souza, que interpretou a música “Saudade de Pai”, de sua autoria. “A Voz das Coxilhas”, um chamamé de autoria de Lenir Schetter, classificou o 3º lugar na fase local e o 3º lugar na fase estadual.
O troféu de melhor intérprete ficou com Analise Severo, com a toada “Paisagens de Primavera”, de Alex Silveira e Nenito Sarturi. O prêmio de melhor conjunto vocal ficou com o Trio de Ouro pela interpretação da música, “Noturna Travessia de Ilusões”, de Jorge Alberto Mota. O Grupo Alma Musiqueira foi escolhido como melhor Conjunto Instrumental pelo acompanhamento na música “Um Gaúcho Vem da Fronteira”, de Gujo Teixeira e Luiz Marenco. O prêmio de Melhor Instrumentista ficou com Marcelo Caminha. O chamamé “Floripa e Os Pares de França”, de Chico Saga e defendida por Lúcio Pereira, teve o melhor arranjo, a julgar pelos jurados.
Carlos Omar Vilela Gomes foi o autor premiado pela melhor letra do festival, com “Pelo Céu do Pampa”, musicada por Mano Oliveira e interpretada por Flávio Hansen. A Música Mais Popular, escolhida pela imprensa, foi a vaneira “Patacoada”, de Telmo de Lima Freitas, interpretada por José Fernando Santos, que levou também o prêmio de Melhor Indumentária.

Premiações da 22ª Edição da Coxilha Nativista:

1° Lugar: No Tronco dos Bastos
2° Lugar: Saudade de Pai
3° Lugar: A Voz das Coxilhas
Música Mais Popular: Patacoada
Melhor Arranjo: Floripa e Os Pares de França
Melhor Instrumentalista: Marcelo Caminha
Melhor Letra: Pelo Céu do Pampa
Melhor Intérprete: Analise Severo
Melhor Conjunto Instrumental: Luiz Marenco e Grupo Alma Musiqueira
Melhor Conjunto Vocal: Trio de Ouro
Melhor Indumentária: José Fernando Santos

Premiações:

1° Lugar: A Voz das Coxilhas
2° Lugar: Nos Tempos do Lambe Lambe
3° Lugar: Reminiscências

Vencedores da 18ª Coxilha Piá:

Categoria Piá Taludo:
1° Lugar: Taine Schettert – Cruz Alta (Chuva de Verão)

Categoria Piá:
1° Lugar: Julien Vaz – Candiota (Cabo Toco)

Música Vencedora da 22ª Coxilha Nativista - 2002

No Trono dos Bastos – Nenito Sarturi e Nilton Ferreira
(Letra: Nenito Sarturi / Música: Nilton Ferreira)

“Quando o sol desponta
Por sobre a coxilha
Partindo em astilhas
Seus raios de luz


Os tropeiros saltam
No trono dos bastos
Palmeando pastos
E seguindo rastros
Cada qual ombreando sua própria cruz"

Já deu de mate
Ta na hora meu parceiro
Grita o fronteiro
Quase a guisa de clarim
O campo chama esse atavismo
Qual cincerro
E o pago inteiro vem pulsar dentro de mim


Uma coplita se desgarra estrada afora
Porfiando a aurora
Que arrecem se aclimatou
E a gadaria segue o berro do sinuelo


Quebrando o gelo que esse julho nos mandou
Vai de ponteiro negro Juca que é um esteio
Firme no arreio com seu garbo e seu entono
E na culatra sem preguiça e sem receio
O Dom Ponciano cuida a tropa mais que o dono


Pingos de lei que não refugam sóis e geadas
Raça gaúcha que não cimbra e que não verga
Tropeiro guapo que ainda insiste em manter vivo
O Rio grande altivo que não morre e não se entrega

Quando a noitinha com a tropa já cansada
Chega a pousada no costado de um capão
Aquela copla que soltou-se desgarrada
Faz sua morada bem no ojo do violão

Então as mãos cheias de calo se desdobram
Pois sempre sobram emoções pra partilhar
E as armas rudes que a saudade não se dobram
Então recobram suas forças pra pelear

Seu tropeiro é uma benção e um legado
Pra ser honrado neste oficio de campeiro
E se o patrão me permitir ser agraciado
Morro abraçado ao meu destino de tropeiro

Disco da 22ª Edição da Coxilha Nativista
(foto do disco)

No trono dos Bastos – Chimarrita
Letra: Nenito Sarturi/ Música: Nilton Ferreira/ Interpretação: Nenito Sarturi e Nilton Ferreira

Saudade de Pai – Canção
Letra e Música/ Interpretação: Sabani Felipe de Souza

A Voz das Coxilhas – Chamamé
Letra: Lenir dos Reis Shetter/ Música: José Alves de Souza/ Interpretação: Taine e Teiva Shettert

Patacoada – Vanera
Letra e Música: Telmo de Lima Freitas/ Interpretação: José Fernando Santos

Floripa e Os Pares de França – Chamamé
Letra e Música: Chico Saga/ Interpretação: Lúcio Pereira

Pelo Céu do Pampa – Chamamé
Letra: Carlos Omar Villela Gomes/ Música: Mano Oliveira/ Interpretação: Flávio Hanssen

Um Gaúcho Vem da Fronteira – Chamamé
Letra: Gujo Teixeira/ Música: Luiz Marenco/ Interpretação: Luiz Marenco e Grupo Alma Musiqueira

Noturna Travessia de Ilusões – Chamamé
Letra e Música: Jorge Alberto Mota/ Interpretação: Trio de Ouro

Paisagens de Primavera – Toada
Letra: Alex Silveira e Nenito Serturi/ Música: Jarí Terres/ Interpretação: Analise Severo

Nos Tempos do Lambe-Lambe - Milonga
Letra: Volmar Pereira Camargo/ Música: Beto Barcelos/ Interpretação: Leonardo Barcelos

Reminiscências - Pasaje
Letra e Música: Leonardo Diaz Moralez/ Interpretação: Leonardo Diaz Moralez

Entre o Pampa e as Estrelas – Milonga
Letra: Luiz Carlos Omar Villela Gomes/ Música: Mouro Marques/ Interpretação: Piriska

Marca de Casco – Chamamé
Letra e Música: Mauro Moraes/ Interpretação: Cezar Oliveira e Rogério Mello

Desenlace – Canção
Letra: Vaine Darde/ Música: Érlon Péricles/ Intrpretação: Juliana Spanevello

Pelechando – Chamamé
Letra: Alex Silveira/ Música: Carlos Madruga/ Interpretação: Flavio Hanssen

Chuva de Verão
Letra e Música: João de Almeida Netto/ Interpretação: Taine Shettert

Cabo Toco
Letra: Nilo Bairros de Brum/ Música: Heleno Gimenez/ Interpretação: Julien Vaz

21ª Coxilha






Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Fotos: Acervo Coxilha Nativista

Em seu 21º aniversário, a Coxilha Nativista de Cruz Alta, enfim alcança a maioridade. O show de abertura da 1ª noite foi realizado pelo grupo “O Tempo e o Vento”. Os integrantes que abriram o evento, já haviam se apresentado em grandes cenários do universo cultural. Interpretando personagens de Erico Verissimo, conquistaram o Brasil nos principais palcos do país e, naquela noite, estavam cara a cara com o público.
O encerramento da estreia daquele ano ficou a cargo do grupo humorístico “Salada Mística”, que apresentou um show de paródias e sátiras. Angelino Rogério e Paulinho Reis, arrancaram gargalhadas do público. O Grupo Internacional de Danças “Chaleira Preta” realizou a abertura da segunda noite e “Embalo Nativo” foi o responsável pelo encerramento. O anoitecer do sábado iniciou com “Cantiga, Verso e Guitarra”, show de Dorval Dias, Glênio Fagundes e Telmo de Lima Freitas. A noite terminou com Luiz Carlos Borges e Vinícius Brum. O encerramento do festival contou com Daniel Torres e Banda e o show de intervalo foi realizado pelo Grupo “Os Garotos de Ouro”.
Na fase local, nove músicas subiram ao palco. O público presenciou o mais polêmico intérprete da história da Coxilha, David Menezes Júnior. O show de encerramento foi comandado pelo Grupo Embalo Nativo.
Com o ginásio quase lotado, a fase local da 21ª Coxilha Nativista agradou o público pelo nível musical. Embora nenhuma canção tenha despertado os presentes, a escolha dos jurados não obteve a simpatia do público.
O número de festivais nativistas estava decaindo no Rio Grande do Sul. Anos anteriores chegavam a uma média de 70 festivais por ano, a ponto de alguns finais de semana serem disputados por três eventos do gênero. No ano em que a Coxilha Nativista alcançava a “maioridade”, seus 21 anos, era um dos poucos festivais que resistia ao tempo.
Entre as 30 edições do evento, a 21ª era a última organizada pela Secretária de Cultura, Desporto e Turismo, Marlene Bortoli Soares, que por quatro anos esteve frente aos eventos culturais.
Na primeira eliminatória da fase estadual o público foi bom, embora em menor número com relação à fase local. O ginásio esteve quase lotado mas os aplausos não foram muitos.
Uma chimarrita vence a 21ª Coxilha Nativista. Com interpretação de Piriska, “De Cima do Arreio” conquistou o público e, além de arrancar a vitória, levou também os troféus de Melhor Arranjo e Melhor Intérprete. Miguel Marques recebeu o 2º Lugar, na interpretação de “No Céu das Missões”. Já na fase local, a vencedora foi “Na Cruz da Estrada”, com letra, música e interpretação de Felipe Mello, que arrebatou ainda o 3º Lugar na fase estadual, em 2º Lugar, Sentimentos, com Angelino Rogério e, em terceiro, “Abichordado”, interpretada por Victor Cezar Klein.

O Disco
(foto do disco)

No Céu das Missões – intérprete Miguel Marques
Assim se vai “P” Três Cruces – intérprete Gustavo Teixeira
Paixão Chamameceira – intérprete Daniel Torres
De volta ao Rancho – intérprete Paulo Costa
De Cima do Arreio – intérprete Piriska
O Campo Volta Pras Casas - intérprete Victor Hugo
De Tropa Vida e Estrada – intérprete Flávio Hansen
Relíquias de Domador – intérprete Jorge Freitas e Os Quatro Ventos
Mano a Mano – intérprete Nenito Sarturi
Raiz e Flor – intérprete João de Almeida Neto
Capa Gaúcha – intérprete José Fernando Santos
Pra Carregar Nossa Cruz – intérprete Analise Severo
Abichornado – intérprete Victor Cezar Klein
Sentimentos – intérprete Angelino Rogério
Na Cruz da Espada – intérprete Felipe Mello

Música Vencedora:

De Cima do Arreio - Não consegui o nome do intérprete nem do compositor

Eu ando na estrada cansando o cavalo
Botando sentido nas coisas que vejo
De cima do arreio campeio meu rumo
E aos poucos me aprumo por sobre os pelegos
Um trago de canha um mate cevado
E um sonho a lo largo no sul do país
Buscando um sorriso além da saudade
Aprendo as verdades da vida que eu quis
Eu sinto que a estrada me ensina aos pouquinhos
E sigo sozinho sem medo de ir
Vencendo distâncias cruzando fronteiras
Encontro nas ânsias razões pra seguir
Eu trago a esperança estampada na cara
E guardo as lembranças das coisas que fiz
Com raça e coragem eu topo a parada
E agüento o repuxo firmando a raiz
Ah tristeza gaúcha que eu trago no peito
Trançando essa história com fibra e com jeito
De quem sabe bem levantar quando cai

Ah a estrada é comprida e andar vale a pena
Pois quem busca sonhos de alma serena
Tocando pra frente sabe aonde vai
Assim me sustento e tapeio o chapéu
Andando a lo léu nas voltas do pago
Descubro a querência nos fundos de campo
E canto o Rio Grande nos versos que faço

Ternura e silêncio nas horas tranqüilas
Destreza no braço pra quando é preciso
A vida me leva conforme seu tranco
E assim me conduz mansamente em seus trilhos
Tocando pra frente sabe aonde vai

Resultado Final:
Música Mais Popular: Mano a Mano, com Nenito Sarturi
Melhor Letra – No Céu das Missões
Melhor Instrumentista: Maurício Marques
Melhor Indumentária: José Fernando Santos
Melhor Conjunto Instrumental: Assim Se Vai “P” Três Cruces
Melhor Intérprete: Piriska
Melhor Letra: No Céu das Missões
Melhor Arranjo: De Cima do Arreio

20ª Coxilha






Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Fotos: Acervo Coxilha Nativista

O ano 2000 foi o 3º ano consecutivo em que a Secretária de Cultura, Desporto e Turismo de Cruz Alta, Marlene Bortoli Soares organizava o evento.
A Comissão Julgadora foi composta por Mauro Marques, Beto Barcelos, Sabani Felipe de Souza, Nenito Serturi e Maria Luíza Benitez.
Nenito Sarturi e Anelise Severo realizaram o primeiro show da vigésima edição. Logo em seguida, os intérpretes da fase local subiram ao palco para apresentarem as composições concorrentes da fase local. Rodrigo Martins, Fernando Carvalho, Angelino Rogério, Leonardo Diaz Morales, Taine Schettert e Simone Satte, Gabriel Moraes, Felipe Mello, Marcos Costa e os Grupos Embalo Nativo e os Payadores. A Orquestra Municipal de Artigas do Uruguai encerrou a noite.
O show mais esperado de toda a história da Coxilha aconteceu no encerramento desta primeira noite. Belchior entrou no palco do festival com seu tradicional bigode pontudo e seu chapéu caricato. O Ginásio lotado foi à loucura no momento do refrão mais cantado em vinte anos de festival. “Eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”, representava a identidade de um cantor que trazia uma canção do rádio cujo compositor lhe dizia “Tudo é divino, tudo é maravilhoso”. A voz aguda e forte de Belchior ecoava no Ginásio Municipal acompanhada de milhares de outras vozes que se uniam ao cantor.
Valéria De Bortoli e Paulo de Freitas Mendonça foram os apresentadores daquele ano.
Para a surpresa do público e dos concorrentes, os jurados quebraram o protocolo e classificaram quatro concorrentes para a fase local, uma a mais do que estava previsto no regulamento. Entre as doze, foram classificadas a milonga “Pechas”, interpretada por Marcos Costa, com letra de Rossano Moroder e música de Sinval Araújo e Pedro Carvalho Júnior, a milonga “Tempo Loco”, com interpretação de Felipe Teixeira de Mello, música de Edison Macúglia e letra de Felipe Mello, a vaneira “Tocando Rebolo”, na interpretação e letra de Angelino Rogério e música de sua autoria com parceria de Arnildo Merência e a chimarrita “Mistérios da Panelinha”, interpretada por Ataualpa Maicá, letra de Jorge Nicola Prado e música de sua autoria, em parceria com Alexandre Takahama.
Segundo a comissão julgadora, houve empate entre as quatro composições e a justificativa que pesou para que passassem todas à final.
Nenito Sarturi e Anelise Severo abriram a noite da fase local apresentando ao público o repertório do CD da dupla, ‘Caminheiros’.
Cristiano Quevedo apresentou um dos festivais mais animados do festival, com seu CD ‘Luzeiros’.
Um milonga de Vinícius Brum vence a 20ª Coxilha. “Os Cães Danados da Milonga” eleva o autor em seu segundo ano consecutivo como vencedor da Coxilha.




20ª Coxilha Nativista – 2000

Cães Danados da Milonga – Vinicius Brum
(Vinicius Brum – Tuny Brum)

O Canto do Sabiá – Miguel Marques
(Ivo Bairros de Brum – Miguel Marques)

Beliscando o Vento – Ângelo Franco e Piriska Grecco
(Carlos Omar Vilella Gomes – Ângelo Franco)

Tocando Rebolo – Angelino Rogério
(Arnildo Merência – Angelino Rogério)

Tempo “Loco” – Felipe Mello
(Felipe Mello – Edson Macúglia)

Paisagem da Noite – Jorge Freitas
(Gujo Teixeira – Érlon Péricles)

Cultura Não Se Compra – Grupo Raízes
(Matinho Pereira – Farelo Lima – Hermes Godói)

Liberdade – Léo Almeida
(José Luiz Vilella Almeida)

Tordilha Monarca – Marcos Costa
(Tadeu Martins – Jorge Freitas)

Cascoteado – João de Almeida Neto
(Colmar Duarte – Mauro Moraes)

Mistérios da Panelinha – Ataualpa Maicá
(Jorge Nicola Prado – Alexandre Takahama)

O Livro – Juliana Spanevello
(Jaime Brum Carlos – Paulo Branchi)

Mateando Esperanças – Valmir Campeador
(Valmir Trost – Erui Esse “Fritz”)

Pechas – Marcos Costa
(Rossano Moroder – Sinval Araújo – Pedro Júnior)

A Sombra de Um Cinamomo – Joca Martins
(Renato Daudt – Joca Martins)

Nos Matizes da Saudade – Miguel Marques
(Valer Florenza – Paulo Reis)


Letra Vencedora:
20ª Coxilha Nativista - 2000

Cães Danados da Milonga – Vinicius Brum
(Vinicius Brum – Tuny Brum)

Cães danados da milonga
Gritam na boca da noite
Cantam nas águas da sanga
Brilham nos olhos da rua

Gastam-se nas madrugadas
Dormem avessos de lua
Andam de arrasto no tempo
Em que a milonga flutua

Uivam pra espantar o medo
Choram pra nos atiçar
Cães danados no negredo
Que é de milonga e luar

Perambula na dienas
A matilha abandona
Joga seus uivos ao céu
A orquestra atordoada

E a noite vai ficando
Em sua nudez arranhada
A lua já se desmancha
Nos fundões da madrugada

Ladrando meu desatino
Que o frio do sul faz vingar
Eu sou um cão peregrino
Que a milonga faz cantar



Vencedores da 20ª Coxilha Nativista

1° Lugar: Os Cães Danados da Milonga
2° Lugar: O Canto do Sabiá
3° Lugar: Beliscando o Vento
Música Mais Popular: Tocando o Rebolo
Melhor Instrumentalista: Sérgio Rosa
Melhor Letra: Liberdade
Melhor Intérprete: Jorge Freitas
Melhor Conjunto Instrumental: Tempo “Loco”
Melhor Conjunto Vocal: Cultura Não Se Compra
Melhor Indumentária: Angelino Rogério

Vencedores da Fase Local:

1° Lugar: Tempo “Loco”
2° Lugar: Mistérios da Panelinha
3° Lugar: Tocando o Rebolo

19ª Coxilha



Pesquisa e Reportagens: Rômulo Seitenfus
Fotos: Acervo Coxilha Nativista

Sob a coordenação da Secretária de Cultura, Desporto e Turismo, Marlene Bortoli Soares, a 19ª edição da Coxilha ocorreu no ano de 1999, na gestão do prefeito municipal Luiz Pedro Bonetti.
Os apresentadores foram Valéria De Bortoli e Paulo de Freitas Mendonça.
As 12 canções que foram apresentadas na primeira noite foram: Da Fé Campesina, por Marcos Costa, Lembranças de Escola, por Angelino Rogério, Cantiga de Pescador, por Leonardo Diaz Moralez, Insana Insônia, por Gabriel Moraes, Nos Bailes do Cafundó, por Angelino Rogério e Grupo Embalo Nativo, Saudade, por Carlos Cortes, Cerca de Pedra, por Fernando Carvalho (Bum), O Caudilho, por Grupo Embalo Nativo, Por Essas Luas, por Shana Müller, Meu Urutau, por João Maciel, Potro Rosilho, por Sérgio Matilho e Grupo São Gaudério e Sonhos por Teiva Schetert.
Os jurados escolhidos foram Léo Almeida, José Hilário Retamozzo, Gujo Teixeira, Sinval Araújo e Leopoldo Rassier.
O Grupo de Danças Chaleira Preta e o Grupo Los Mejores da Sudamérica abriram o festival. Nesta noite Ivo Fraga e Victor Hugo defenderam “O Sul é Meu País”, Flávio Hanssen – “É Só Coração”, Elton Saldanha e Ivonir Machado, “Se Preparando”, Cristiano Quevedo, “Para Quem Tapeia o Chapéu”, Joca Martins, “Vidalera de Cismas”, Maurício Barcellos, “Do Que Sinto e Calo”, Piriska Grecco, “”Sumo de Mim”, Márcio Corrêa, “N’algum Lugar do Galpão”, Flavio Hanssen, “Os Olhos da Alma” e Jarí Terres, “Réstia da Vida”. A milonga predominou na maioria dos ritmos e após as apresentações foi realizado um grande baile no Parque de Exposições. A qualidade das composições da fase local foi amplamente elogiada. Apesar de o público ter ficado abaixo das expectativas desta primeira noite.
No segundo dia de festival, a falta de público foi considerável lamentável pelos músicos e intérpretes e compositores que participaram do evento. O executivo não descartava a possibilidade de transferir o festival para o Parque de Exposições. Ao contrário da situação no ginásio, o público da Coxilha Piá alcançou um número alto aproximado a 800 pessoas, superando as expectativas.
As prendas naquele ano foram: 1ª Prenda Graciele Manjabosco, 2ª Prenda Márcia Cervi e 3ª Prenda Vanessa Pezerico.
“Inquietude” vence a 19ª Coxilha Nativista. A letra é de Vaine Darde, música de Sabani Felipe de Souza e interpretação de Vinícius Brum. A música vencedora foi divulgada no domingo à noite quando um público superior aos demais dias de festival, mas ainda considerado insatisfatório por muitos dos participantes do evento, esteve participando da finalíssima. “Inquietude” apresenta um ritmo candombe, através da letra que retrata a situação do país.

Letra Vencedora:

Inquietude – Vinicius Brum
(Vaine Darde – Sabani Felipe de Souza)

Alguma coisa estranha
Anda rondando o país
Nos braços do estivador
Nos beijos da meretriz
No cantador de cordel
Nas previsões da vidente
Se espalha feito uma peste
que toma conta da gente
Conspira nos botequins
Bate na porta das casas
Faz procissão nos confins
Desperta o sono das brasas
Há um perigo constante
De que um dique arrebente
E o velho rio da esperança
Cause uma nova enchente


Há uma inquietude no povo
Que a notícia não diz
De ir pra rua de novo
E refazer o país

Anda inspirando o poema
Sofrendo a fome das vilas
Pegando trem no subúrbio
Perdendo a vida nas filas
Vive descalço nas praças
Gastando a infância nos morros
Vendendo as moças nas docas
e às vezes pede socorro
É um festim de mendigos
É um motim de guitarras
Onde se insurgem profetas
Onde ressurgem cigarras
É o cotidiano das ruas
numa comédia febril
E às vezes, vira tragédia
Pelos sertões do Brasil

Disco da 19ª Coxilha Nativista – 1999

O Disco
(Foto do Disco)

Inquietude – Vinicius Brum
(Vaine Darde – Sabani Felipe de Souza)

Pra Quem Tapeia o Chapéu – Cristiano Quevedo
(Vasco Veleda – Cristiano Quevedo)

Vidalera de Cismas – Joca Martins, Enio Capincho e Alessandro Ferreira
(Xirú Antunes – Robledo Martins)

Se Preparando – Elton Saldanha
(João Sampaio – Elton Saldanha – Walter Moraes)

Os Olhos da Alma – Flávio Hanssen
(Mauro Marques)

Nesta Hora – Joca Martins
(Mauricio Raupp Martins – Joca Martins)

Pelo Sul do Meu País – Daniel Torres
(Érlon Péricles)

Sumo de Mim – Piriska Grecco
(Ângelo Franco – Túlio Urach – Piriska Grecco – Tucano Grecco)

Al Aclício Zaragoza – Jarí Terres
(Eron Vaz Mattos – Jari Terres)

Réstia de Vida – Luiz Marenco
(Carlos Omar Vilella Gomes – Jari Terres)

... Da Fé Campesina – Marcos Costa
(Beto Barcellos – Luiz Rocha Lima , in Memorian)

Do que Sinto e Calo – Maurício Barcellos
(Maurício Barcellos)

O Caudilho – Grupo Embalo Nativo
(Rossano Cavalari – Fabiano Reckziegel)

Desmamando Uma Vaneira – Marines Siqueira
(João Sampaio – Silvestre Araújo – Marines Siqueira)

Meu Urutau – João Maciel
(Rubens Dario Soares – Pedro Jesus Carvalho Neto – Pedro Jesus Carvalho Júnior)



1° Lugar: Inquietude
2° Lugar: Pra Quem Tapeia o Chapéu
3° Lugar: Vidaleira de Cismas
Música Mais Popular: Se Preparando
Melhor Intérprete: Cristiano Quevedo
Melhor Instrumentalista: Luiz Carlos Borges
Melhor Arranjo: Os Olhos da Alma
Melhor Conjunto Instrumental: Pra Quem Tapeia o Chapéu
Melhor Grupo Vocal: Vidaleira de Cismas
Melhor Indumentária: Grupo Embalo Nativo

18ª Coxilha





Pesquisa e Reportagem: Rômulo Seitenfus
Foto: Acervo Coxilha Nativista

O ano era 1998 e o corpo de Jurados era composto por Nelcy Vargas, Angelino Rogério, Carlos Omar Villela Gomes, Jaime Brum Carlos e Luiz Marenco.
O Prefeito Municipal era Luiz Pedro Bonetti e a Secretária de Cultura, Desporto e Turismo era Marlene Bortoli Soares.
Beth Azambuja foi a primeira mulher na história da Coxilha a concorrer como autora de letra e música com a canção “Até a Saudade Querer”, fazendo parte do disco da 18ª Coxilha Nativista.
“Milonga Existencial” vence a 18ª Coxilha Nativista. Interpretada por Ângelo Franco com autoria de Gujo Teixeira, Ângelo Franco e Evandro Zamberlan, apresentou no violão base Evandro Zamberlan, no violão solo Luiz Cardoso e Luiz Girardi no guitarron.
O Segundo Lugar ficou para “Falquejando”, uma milonga interpretada por Jorge Freitas, com letra de Miguel Bicca e música de Sabani Felipe de Souza. No violão base e vocal Érlon Péricles e no acordeon Elias Rezende. Tuni Brun no violão e vocal e Sabani Felipe de Souza no contra-baixo e vocal.
O 3º Lugar ficou para “Bandeira do Império”, um chamamé interpretado por Cristiano Quevedo, com letra de José Carlos de Deus e música de José Martins. No acordeon Luciano Mayer, Joca Martins no violão base, Negrinho Martins no Contra-baixo e Juca De Leon na percussão.

Premiação da 18ª Edição da Coxilha Nativista

1° Lugar: Milonga Existencial
2° Lugar: Falquejando
3° Lugar: Bandeira do Império

Música Mais Popular: Abigeatário
Melhor Intérprete: Cristiano Quevedo
Melhor Instrumentalista: Egberto Parada
Melhor Letra: Milonga Existencial
Melhor Arranjo: Trinca de Reis
Melhor Conjunto Instrumental: Falquejando
Melhor Grupo Vocal: Tempos de Infância
Melhor Indumentária: Cristiano Quevedo

Vencedora da 18ª Edição da Coxilha Nativista

Milonga Existencial – Ângelo Franco
(Gujo Teixeira – Ângelo Franco – Evandro Zamberlan)

Tristeza
Veste o meu verso
De lágrima cristalina
Que eu carrego essa sina
De chorar em poesia

E faz desta nostalgia
Razão pra ser mais feliz
Guardando aquilo que diz
Pra parceiriar melodias

Palavra
Mata o desejo
Que trago dentro do peito
Como quem tira um defeito
Que precisa ser extinto
Pois existindo esse instinto
Me fez mais acostumado
A saber chorar rimado
Essas tristezas que sinto

Amigo faz um costado
Pra este parceiro de lida
Que sempre soube que a vida
É muito mais que um momento
Pois no meu entendimento
Pior que morrer aos pouquinhos
É ter que matear sozinho
Guardando os seus sentimentos

Sorriso
Transforma a alma
Quando se canta pra alguém
Pois quem canta sabe bem
Mandar uma mágoa embora
E sabe que a toda hora
Que a saudade é mais sentida
A solidão ganha vida
E explica porque se chora

Saudade
Mora em tudo
Mesmo que a gente não queira
É nossa antiga parceira
Caminho fonte e mundéu
E faz a gente a lo léu
Sentir-se mais diferente
E dizer o que se sente
Num pedaço de papel

Destino
Caminho incerto
Que a alma busca sem pressa
Pois pouco me interessa
Se a vida é boa ou ruim
A gente é mesmo assim
Mata as tristezas rimando
E o que estiver esperando
A vida guarda pra mim.

Disco da 18ª Coxilha Nativista:
(Foto do Disco)

Milonga Existencial – Ângelo Franco
(Gujo Teixeira – Ângelo Franco – Evandro Zamberlan)

Falquejando – Jorge Freitas
(Miguel Bicca – Sabani Felipe de Souza)

Bandeira do Império – Cristiano Quevedo
(José Carlos de Deus – Joca Martins)

Abigeatário – Victor Cezar Klein e Grupo
(Arnildo Merência – Sandro Fogaça)

Trinca de Reis – Ângelo Franco
(Túlio Urach – Gibão Strazzabosco)

Tempos de Infância – Marco Araújo e Grupo Cantoria
(Airton Costa – Alvandy Rodrigues – Marco Araújo)

Até a Saudade Querer – Marcos Costa
(Beth Azambuja)

Coplitas de Um Payador – Cristiano Quevedo
(Marco Antonio “Xirú” Antunes – Diego Espíndola)

Cuatro Molduras Para La Soledad – Joca Martins, Fabiano Bachieri e Jari Terres
(Marco Antonio “Xirú” Antunes – Martin C. Gonçalves - Diego Espíndola)

Flor da Terra – Jari Terres
(Gujo Teixeira – Leonel Gomes)

Por Teus Olhos – Leonardo Diaz Morales
(Alex Della Méa – Leonardo Díaz Morales)

De Noite no Galpão – Cezar Oliveira
(Roberto Huerta – Cezar Oliveira)

Junto aos Meus Cavalos – Flavio Hanssen
(Rodrigo Bauer – Marcelo Caminha)

Das Quatro Luas – Miguel Marques e Jorge Guedes
(Jorge Nicola Prado)

Lagoa das Tordesilhas – Marcio Corrêa e Fabiano Bachieri
(Marcio Corrêa – Fabiano Bachieri)